Rede dos Conselhos de Medicina
CRM-PB Entrevista: Dra Renata da Silveira Rodrigues Paiva Imprimir E-mail
Qui, 17 de Dezembro de 2020 11:26

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, em 2020, 177 mil novos casos de câncer de pele (não melanoma) sejam diagnosticados no país. Já os melanomas devem chegar a 8,4 mil casos no ano. A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele. Para esclarecer a população sobre estas questões, anualmente, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza a campanha Dezembro Laranja.

Devido à pandemia de Covid-19, este ano, as ações estão sendo realizadas virtualmente. “Estamos divulgando medidas de prevenção e sinais de alerta para o diagnóstico do câncer de pele através das redes sociais e através de entrevistas à imprensa. Estamos também fazendo lives com profissionais da área”, ressaltou a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Paraíba, Renata Rodrigues.

Formada em Medicina e com residência em clínica médica pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e residência em dermatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atualmente, Renata é médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, e da Clínica Vivere, além de presidente da SBD-PB. Na entrevista a seguir, ela fala sobre o Dezembro Laranja, salienta a importância de não se adiar consultas e exames médicos, mesmo durante a pandemia, fala também sobre o acesso à informação segura e com embasamento científico, além das mudanças na sua rotina de trabalho por conta dos cuidados para o contingenciamento do novo coronavírus.

Quais as ações da Sociedade de Dermatologia Regional Paraíba durante o Dezembro Laranja?
Excepcionalmente, esse ano não teremos atendimento gratuito à população como nos anos anteriores. Em decorrência da pandemia da Covid-19 e respeitando as medidas de distanciamento, nossa campanha está sendo educativa e preventiva. Estamos divulgando medidas de prevenção e sinais de alerta para o diagnóstico do câncer de pele através das redes sociais e através de entrevistas à imprensa. Estamos também fazendo lives com profissionais da área e gravando vídeos com crianças abordando o assunto, pois esse ano nossa campanha enfatiza a importância da prevenção desde a infância.

A senhora avalia que a população está mais informada e consciente sobre as formas de se prevenir o câncer de pele?
Acredito que hoje as pessoas têm bastante acesso à informação de fontes seguras e com embasamento científico, mas muitas vezes negligenciam os cuidados.

Além do câncer, quais as principais doenças de pele causadas pela exposição excessiva e sem proteção ao sol?
A exposição excessiva e sem proteção ocasiona o envelhecimento da pele, surgimento de manchas inestéticas e piora algumas doenças de pele, como o lúpus eritematoso sistêmico e outras dermatoses fotossensíveis.

A pandemia tem atrasado a realização de exames e consultas que previnem diversas doenças. A senhora tem observado essa situação também com relação ao câncer de pele?
Os serviços de atendimento públicos e privados estão em funcionamento com atendimento ao público, porém, muitos pacientes, por serem de grupos de risco, estão adiando consultas e exames médicos o que tem sido um grande problema por atrasar diagnósticos e tratamentos.

Como a pandemia mudou a sua rotina de trabalho?
No início houve mudanças radicais. À princípio, paramos todos os atendimentos presenciais e passamos a fazer teleconsultas. Como o atendimento ambulatorial foi suspenso no hospital, passei a fazer plantões de clínica médica por algum tempo. Pouco a pouco os atendimentos presenciais foram retomados, tanto no serviço público como no consultório particular, respeitando as medidas de contingenciamento do vírus, com uso de EPIs adequados e consultas agendadas com horário marcado.

 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner