Rede dos Conselhos de Medicina
CRM-PB, em conjunto com MPF e MPE, fiscaliza Ortotrauma de Mangabeira Imprimir E-mail

trauminhamp-siteO Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) fiscalizou o Complexo Hospitalar Municipal Governador Tarcísio Burity (Ortotrauma de Mangabeira), em João Pessoa, no dia 18 de agosto. A vistoria foi realizada em conjunto com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MPE) para averiguar se as inconformidades apontadas em relatório de fiscalização do CRM-PB, em junho deste ano, haviam sido regularizadas pela direção do hospital.

A equipe de fiscalização observou que algumas inconformidades estão sendo resolvidas, no entanto, várias outras ainda persistem. O hospital está passando por obras setoriais com reforma de sua estrutura física e se adequando às irregularidades apontadas anteriormente pelo CRM-PB. O segundo bloco cirúrgico, que estava em reforma, já está em atividade. Ao contrário da última vistoria (junho), agora não foi constatada suspensão de cirurgias por falta de insumos, apesar da exígua disponibilidade de luvas cirúrgicas.


Também foi verificado pela equipe do CRM-PB que a disponibilidade de medicamentos e insumos básicos para o exercício da medicina continua em nível crítico, sendo constatado que há medicamentos prescritos que não estão sendo administrados nos pacientes e não há estoque na farmácia central.


Há superlotação no hospital, já que há pacientes com fraturas de extremidades internados em leitos de observação da urgência, alguns inclusive em poltronas, aglomerados em reduzido espaço físico. Também há superlotação na Unidade de Recuperação Pós-Anestésica, com um número de pacientes superior ao número de leitos instalados.


O CRM-PB também verificou que faltam equipamentos para monitorização adequada em quantidade suficiente na Unidade de Recuperação Pós-Anestésica. Outra inconformidade encontrada foi a falta do cadastro do hospital no CRM-PB, além da ausência da apresentação de documentos que comprovem as atividades de ensino.


O CRM-PB ainda solicitou que a direção do hospital apresente as escalas médicas faltantes (ortopedia – centro cirúrgico e visitas em enfermarias) e faça alguns esclarecimentos sobre as demais escalas. Há reiterados relatos de outras unidades de saúde, especialmente as UPAs, sobre dificuldades para regulação e vagas, exames e pareceres médicos especializados, já que o Ortotrauma é um hospital especializado tipo II e compõe a Rede de Urgência e Emergência da 1ª Região de Saúde.

Última atualização em Qui, 23 de Setembro de 2021 10:49
 
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