Rede dos Conselhos de Medicina
Comissão de Parto Normal analisa pesquisas Imprimir E-mail
Qui, 18 de Novembro de 2010 12:46

A Comissão de Parto Normal do CFM se reuniu nesta terça-feira (16) com dois assuntos na pauta: o primeiro foi a apresentação de trabalho de mestrado de autoria da médica anestesiologista Dra. Raquel da Rocha Pereira. Ela fez um trabalho qualitativo de investigação sobre os fatores que levam as mulheres a optar pelo parto cesariano com via de escolha para a sua parturição, na cidade de Joinville (SC). O estudo foi realizado nas duas maiores clínicas de obstetrícia da rede privada e nos três maiores ambulatórios públicos. A médica é também acupunturista e consultora em lactação pelo International Board Lactacion Consultant Examiners (IBLCE).

O estudo apontou o medo da dor como a principal causa pelo alto número de cesáreas nos serviços de saúde da referida cidade. O trabalho conclui que no processo de parturição, “o trabalho de parto é sinônimo de sofrimento”, especialmente nas situações colocadas pela mídia, que “mostram a parturiente apenas em situação de sofrimento, aos gritos, fora do ambiente hospitalar.”

A Comissão também analisou o resultado da pesquisa realizada com os obstetras filiados à Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e elaborada pela Comissão do Parto Normal do CFM, com coordenação do pesquisador Valdiney Veloso Gouveia.  Foram enviados formulários da pesquisa, para 18. 492 endereços de e-mail cadastrados na FEBRASGO e respondidos 3.131 questionários. O estudo levantou informações sobre a postura dos obstetras diante da opção da via de parto e os fatores que influenciam nessa decisão, tais como, autonomia da paciente, condições de estrutura hospitalar e remuneração.

A pesquisa foi iniciada em 07 de junho deste ano e encerrada em 20 de outubro. O coordenador da Comissão, José Fernando Maia Vinagre, avalia que “esses resultados preliminares da pesquisa mostram “um universo aceitável para que se tenha dados concretos sobre os objetivos pretendidos com a pesquisa e subsidiar a Comissão nas medidas a serem tomadas”.

 
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